Pegue suas armas e se prepare para uma batalha indigesta. Se o Fiat Freemont (a partir de R$ 81,9 mil) fosse uma pessoa, esse seria meu conselho para ele. O primeiro crossover da marca italiana no Brasil acaba de chegar para disputar o coração, a cabeça e o bolso do consumidor em um segmento pra lá de competitivo.
No mundo dos carrões – e, aqui, estamos falando de tamanho – os fracos não têm vez. Por isso, a montadora europeia foi buscar nos parceiros americanos do grupo Chrysler seu gladiador de medidas avantajadas. Espécie de cópia autorizada do Dodge Journey – que continuará sendo vendido aqui com motor V6 –, o Freemont passou por leves mudanças e é oferecido em duas versões de equipamentos e acabamento, ambas com um propulsor 2.4 a gasolina de 172 cv de potência (6.000 rpm).
A versão mais barata do Freemont (Emotion – R$ 81,9 mil) traz freios ABS com distribuição eletrônica de força, controle de estabilidade, sistema de entrada e partida sem chave, airbags frontais, ar-condicionado com duas zonas de temperatura, sistema multimídia com tela de 4,3 polegadas sensível ao toque, volante revestido de couro com regulagem de altura e profundidade e comandos de rádio, controle de cruzeiro, computador de bordo, rodas de liga leve com aro de 16 polegadas, faróis de neblina, sensor de pressão dos pneus e alarme. Como opcional, barras de teto longitudinais fixas e transversais ajustáveis.
Além de todos os equipamentos da versão de entrada, o modelo mais completo (Precision – R$ 86 mil) tem terceira fila de bancos (o carro fica com sete lugares), ar-condicionado digital automático com três áreas de temperatura, airbags laterais e de cortina, sensor crepuscular e sensor traseiro de estacionamento, barras de teto, assento do motorista com regulagens elétricas, retrovisores rebatíveis eletricamente e rodas de liga leve com aro de 17 polegadas. Bancos de couro custam mais R$ 2.200. Já o teto sai por R$ 2.500.
A longa lista de equipamentos do Freemont, segundo a Fiat, é um dos diferenciais diante da concorrência. O fato de o carro vir de série com câmbio automático – que, tem quatro velocidades – merece elogios. O motor 2.4 – herdado do Chrysler PT Cruiser, mas com algumas evoluções – bebe apenas gasolina, a exemplo de modelos da concorrência, como Kia Sportage ou Hyundai ix35.
Conforto sempre foi o principal foco da Fiat com o Freemont. E, nesse quesito, parece que os italianos acertaram. Os bancos do crossover oferecem ótimo suporte, tanto no assento quanto no encosto, e os ajustes – elétricos no modelo de topo - proporcionam boa posição de dirigir. O acabamento também merece elogios, com plástico emborrachado dominando o painel e bons encaixes entre as peças.
Fonte: r7.com
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